quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Queria você aqui comigo
Agora pra me confortar
Queria ter você ao meu lado

Porque só você saberia o que fazer
O que dizer...
O que sentir...



Amor suficiente
É pouco perto
do que sinto!



Amor suficiente
É pouco perto
Da saudade que você
se tornou...

Uma Seguinte Carta


Estarei mandando um beija-flor para lhe trazer um pouco do doce néctar para sua vida!
Uma pomba branca para a paz dominá-la.
Um bem-te-vi para lhe trazer forças e resistências às coisas ruins, às tristezas e mágoas.
E um sabiá para lhe entregar uma seguinte carta:
"Há sorrisos em dias de Sol e há lágrimas em dias de noite sem luar. Dor e alegria.
Basta saber dividir as coisas com sabedoria e trabalhá-las para o bem.
Vingança não leva a nada, apenas para seu próprio calvário.
Um beijo no seu grandioso coração...
Que o néctar e a paz envolvam a sua vida, que os sorrisos transformem as lágrimas que rolarem em seu rosto em várias borboletas, livres ao voar.
Que o fogo da sua alma derreta o gelo do seu coração e faça-o amar.
Seja feliz!
Essa meta, só você conseguirá correr atrás!"

Se um dia olhar para trás, decidir abrir seus olhos novamente.. Será muito tarde.. Pois eu já estarei em outros horizontes.
Se quiser correr atrás do vento, e decidir esquecer todos os momentos ruins.. E me perdoar.. Será tarde demais, eu estarei vivendo outro amor...
Se um dia, você esquecer todas as mágoas, todas as lágrimas que me fez derramar..
Esqueça!
Eu já estarei sendo feliz!
Talvez, tenha sido melhor assim..
Cada um em um rumo.. Seguindo estradas diferentes.. Que no final, irá se cruzar e nós dois nos veremos novamente ♪

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Capítulo 4-Quando os lábios se tocam....

Deitei-me e ele permaneceu recostado em mim, passei a mãe pelos seus cabelos de... Sabe, algumas pessoas diriam que ele tinha cabelo macio, como linho, mas, na realidade, seu cabelo tinha a textura de penas... Difícil de descrever, mas a sensação de tocar os cabelos dele era tão boa. Seus lábios afastaram-se dos meus, deu um sorriso atravessado e disse:
- Nossa, isso foi bom. -mordeu minha orelha – acho que estou apaixonado...- fitei-o e, passando a mão na suas face, disse:
- Sério?
Ele alisou minha face.
- Sim, você mexeu comigo.
Seus olhos me convidavam, permanecia com a mão em minha face, carinhosamente, e prosseguiu:
- Quando estou com você, é como se o ar a minha volta não existisse.
Nos beijamos novamente, quando eu o empurrei, e ele, assustado, perguntou-me:
- O que houve? Não quer mais?
Devolvi seu olhar assustado com um sorriso no rosto, meu corpo não obedecia mais minha mente, sentia arrepios até onde não conhecia.
- Apenas perdi o controle do respirar.
Ele, vendo meu riso envergonhado, disse:
- Você é apaixonante.
Então prendeu-me n’outro beijo, inda melhor que das outras vezes, inda mais apaixonado.
Continuei com a mão em seus cabelos, quando, de repente, ele cessou os beijos e recostou-me em seu peito. Proteção, era tudo o que eu conseguia sentir, era pleno, estar em seus braços me confortava.
- Leonel...- ele virou, encarando-me, abraçou-me - você está com sono? -soltei um suspiro e aproximei minha face da dele e disse que não. Foi o suficiente para percebermos no silêncio a tensão que dominava o ar, eu estava ofegante, perguntei por ele. Ele posou a mão na minha face
- Eu estava, mas agora não tenho mais sono, algo melhor me mantém acordado...
Olhei pra ele e questionei:
- Por quê?
Ele olhou-me e falou:
- Porque nos beijamos, e isso despertou-me – outro beijo, mais suspiros, mais tensão, eu tremia, temia, mas não hesitava em beijá-lo novamente - podemos ir mais à frente?
Abro meus olhos com espanto.
- Não sei, acho que não teria coragem pra tanto... Além disso, é pecado.
- Se Deus ainda se preocupasse com meu caminho, com o pecado, não teria criado você, tamanha perfeição, meu, e só meu Leonel – senti uma lágrima escorrer pela minha fronte, ele enxugou cada gota, beijando a última.
- Você é tonto por que você está assim comigo? Eu sou tão besta ou...
Ele olhou-me, enchendo meus lábios de beijos e carícias e, botando a boca no meu ouvido, falou:
- Eu disse e repito, você me encantou, só de sentir você perto de mim... Me sinto feliz, não consigo explicar. Eu te amo, Leonel. Te amo de uma forma única e especial, fazendo com que eu mesmo me assuste... Esse sentimento plantado dentro de mim, eu te amo, não sei como mais é uma coisa que posso garantir-lhe. Desde o primeiro momento em que nos beijamos, em que selamos o sentimento.
Nossos olhos, um no outro. Quente, a tensão voltava, mas era algo melhor agora, ficava melhor a cada momento, a cada vez que ele repetia as palavras dos apaixonados, dos sentenciados.
- Desde que me entregou aquele cavalo, eu senti, eu sabia. Também não sei explicar, mas te amo, demais. –abracei-o mais forte e joguei meu rosto em seu peito, comecei a chorar descontroladamente, enquanto ele me consolava e eu disse:
- Kay, nunca me abandone... Eu preciso de você. É a única coisa que tornou-se um motivo pra eu continuar existindo.
Antes de concluir, ele emendou:
- Entendo, a vida não teria a mesma graça sem você...- ele me encarou - quero ficar a vida toda contigo, é isso que eu sinto no momento, minha única certeza.
- Não é estranho, nos conhecemos em menos de um dia e agora estamos aqui jurando amor eterno, desejando um ao outro...?
Nos olhamos, n’um daqueles momentos de silêncio.
- Não sei exatamente como começou esse sentimento, mas foi no momento que te toquei e te vi... Tive a sensação de querer protegê-lo de tomá-lo pra mim, eu te quero... Eu te amo, cada parte minha deseja por você.
Olhei pra ele e disse:
- quero Eu que você proteja pra sempre, porque, então poderemos continuar juntos para sempre. Quero ser apenas seu e de mais ninguém, quero acordar todos os dias com seus beijos, seu cheiro, você... Somente para mim.
Dessa vez eu o beijei, sentindo mais desejo que carinho. Acho que ele reparou quando sugeriu que fugíssemos. Olhei pra ele.
- Fugir, como?
- Em vez de levar você para seu tio vamos para as montanhas ou qualquer outro lugar. Por você, meu pequeno, encaro os nove círculos do inferno.
- Você é está louco?
Ele beijo-me, impressionante como ficava melhor a cada vez.
- Não, apenas quero o que é meu por direito - olhou nos meus olhos - agora vamos dormir? Amanhã continuamos, meu pequeno - e então adormeci...
No dia seguinte ele me acordou com um beijo nos olhos, deu-me um selinho enquanto dobrava os lençóis. Fui ao rio lavar o rosto, quando voltei estava tudo pronto para nossa partida. Ele perguntou se eu queria ir a pé ou a cavalo, disse que preferia caminhar, ele sorri, sorri de volta.
- Andei pensando no que você propôs, em fugirmos... – seus olhos mudaram de expressão ao olharem pra -... Sem você... A minha vida não teria o mesmo sentido... Com você eu posso começar uma nova vida, então vamos, por favor, vamos pra qualquer lugar... Contanto que você fique comigo...- ele olhou pra mim e me beijou, apontou para a direção leste, lá ficam as montanhas, poderíamos viver por lá felizes e todos os dias íamos acordar juntos. Ele me abraçou forte e me beijou.
- Eu te amo, Leonel – Sorri, passei à mão em sua face. - Eu te amo minha nova vida – puxei sua face contra a minha.
E seguimos na direção que ele apontou e, finalmente, senti uma felicidade que faltava quando soube que meus pais iriam morrer, foi à sensação de um lar e de recomeço. Eu teria com Kay pelo resto da minha vida... E fomos juntos para uma nova vida... A nossa vida...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Capítulo 3-Entre todos os problemas... Algo surge

- Você está bem, vossa majestade? - o olhar dele era um misto de preocupação e medo. Quando percebi, disse
- O que houve Kay? - ele passou a mão no meu rosto.
- Você está bem mesmo, Leonel? - era a primeira vez que ele me chamou pelo nome. Eu gostei. Olhei para ele um tanto confuso e perguntei-lhe o que havia acontecido. Ele respondeu:
- Nada demais. Você gritava por socorro, fiquei preocupado.
Ele olhou-me e disse:
- Quer que eu durma com você?
Ele estava mesmo preocupado, porém, apesar de achá-lo lindo daquele jeito, achei melhor deixá-lo dormir ao meu lado, embora devamos concordar que eu queria o mesmo.
Ele dobrou o cobertor com o qual estava se cobrindo, fez um travesseiro e deitou ao meu lado. Envolveu-me com um abraço e sussurrou no meu ouvido:
- Fique calmo, tudo ficará bem!
Então ele voltou a dormir com seus braços inda em volta do meu corpo. Tentei voltar a dormir, mas o pesadelo não saia da minha mente , tampouco consegui tirá-lo de lá.
Virei-me de lado e admirei seu rosto enquanto ele dormia. Era tão lindo que me transmitia serenidade e calma. Depois de um tempo, falou:
- Kay, o que você acha que acontecerá com meus pais?
Ele despertou e esfregou os olhos, então achei melhor repetir a pergunta. Ele olhou pro céu, falando logo em seguida :
- Leonel, acho melhor lhe falar a verdade. Eles provavelmente morrerão. Serão executados...
Ele calou-se, provavelmente porque nessa hora eu comecei a chorar em seu peito. Não aguentei, embora soubesse que aquilo seria o mais provável.
Ele continuou a falar:
- Acalme-se, pelo menos você está vivo, Leonel. Não fique assim...
Eu parecia uma criança, chorando em seu peito, mas não queria sair dali, ele transmitia segurança, algo que busquei por muito tempo.
Ele murmurou:
- Acalme-se, Leonel.
Fitei-o e retruquei:
- Não sei o que dizer para você. Falando nisso, você realmente importa-se comigo, Kay?
Olhei em seus olhos e, em troca, recebi um sorriso.
- Sim, você não tem ideia do quanto.
Botou a mão em minha face e continuou:
- De uma maneira que eu nem entendo, mas você despertou algo em mim desde o primeiro momento que eu te vi...- ele sorriu - estou parecendo um idiota falando isso. Desculpe-me. Botei minha face em seu peito e fitei-o novamente.
- Eu não acho estranho... Também sinto isso, mas no meu caso é uma admiração.Você me traz boas sensações - ele sorriu, tornou a mão a minha face - posso experimentar uma coisa que desde cedo quis fazer?
Olhei nos seus olhos e falei:
- O que?
Ele mostrou-me um riso torto, revelando uma covinha em seu rosto, e aproximando o rosto do meu, de um modo que até pude sentir a sua respiração, ele falou:
- Isso - então me beijou.
Quando senti a minha lingua chocando-se com a dele, a primeira reação foi de espanto e libertei-me de seus braços. Ele olhou-me com receio, provavelmente achando que eu não tivesse gostado. Ele falou:
- Desculpa, eu não devia ter feito isso, Leonel. Mereço seu perdão?
Depois do espanto surgiu a sensação do ‘querer mais’, falei pra ele:
- Não precisa se perdoar, na verdade, como posso dizer...?
Mas não precisávamos falar mais nada, ele rapidamente entendeu o meu olhar, deu um sorriso e carregou-me para perto de seus lábios novamente.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Eu só quero um tempo,
Para tudo se acalmar e se explicar...
Saber por que foi tudo tão depressa..

Sem dizer ao menos
um adeus...
Não pude ver seu sorriso
Pela última vez...

Inesquecível


Esqueci tudo
O que eu queria esquecer...
Mas não consegui
Apagar o mais importante: VOCÊ!

Meu peito enlouquece com a sua partida
Dor que padece em meio a minha vida
Tento te esquecer

Arrancar suas recordações da minha alma
Mas o meu peito dói
Sabendo que não é nada
Sem você...

Lágrimas se formaram
Em meio de sorrisos esquecidos
Flores desabrocharam
Em meio de braços sozinhos

Tudo foi se transformando...
Areia em pedaços de saudade,
Água em profundidade,
Amor em solidão,
Sem respostas para o meu coração...