quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Capítulo 2- Quando um principe e um cavaleiro...

novamente meus pais, recomecei a chorar e então dormi, tive um pesadelo, nele eu estava rodeado pelo povo do reino, junto com meus pais, e vi os dois sendo mortos em uma Quando chegamos, a carruagem já estava preparada, a ultima coisa que vi foi minha mãe acenando pra mim e depois voltando para o castelo.
A viagem em si foi tranquila, até certa parte, porque logo depois uma multidão furiosa veio em nossa direção. Acho que o meu plano de fuga havia vazado. E agora?
Eis que, na carruagem, aparece um homem com uma armadura que me leva pra junto dele. Então ele me montou num cavalo próximo e logo em seguida montou nele também. Logo ele ficou atrás de mim e segurou as rédeas do cavalo, e com um movimento, correu na direção da multidão para, no ultimo segundo, virar à esquerda. O outro cavaleiro seguiu para a direita com a carruagem. A multidão seguiu a carruagem, provavelmente pensaram que era uma armadilha ou algo do tipo.
O cavalo só parou de correr quando chegamos, então ele me desceu do cavalo e eu finalmente pude ver a cara do meu salvador. Era bem mais alto que eu, tinha olhos pretos que me lembravam noites sem lua, o cabelo preto era de um liso levemente ondulado e os lábios não eram finos, mas também não eram grossos, eram de uma precisão e simetria perfeita, ele era lindo.
Ele se ajoelhou aos meus pés e falou:
- Bem, está tudo bem agora vossa majestade. - ele olhou nos meus olhos como se me avaliasse e então deu um leve sorriso expondo duas covinhas na sua bochecha, o que marcava mais ainda a sua beleza. Ele então mandou que fossemos a pé, para o cavalo descansar. E fomos, seguindo a estrada por um longo caminho. O olhei varias vezes, ele tinha algo que me deixava feliz, seguro, o que é uma bobagem enorme, porque eu nem o conhecia. Ele então me olhou, expondo mais um sorriso e falou:
- Então, como era a vida naquele castelo enorme? Devia ser um saco, não é?- olhei para ele, acho que ele queria manter um social ou fazer amizade algo do tipo, então pensei por um tempo e disse:
- Bem, era normal, tipo, nada emocionante, como lutar contra vilões e etc - ele riu e me olhou, acho que queria que eu prosseguisse - depois de um tempo a gente se acostuma - falei e abaixei a cabeça. Não conseguia olhar muito tempo para ele, embora eu quisesse, achei melhor não fazê-lo.
Depois de mais umas olhadas rápidas ele falou:
- Bem, acho que podemos ficar por aqui, já está escurecendo - então ele tirou debaixo da cela uns panos que usou para forrar a grama, acho que foram quatro, um ele usou para cobrir o chão, com outro fez um travesseiro e o último deu-me para eu me cobrir.
- Bem, sempre sou uma pessoa prevenida - deu um daqueles sorrisos encantadores que tanto me fascinavam e continuou a falar - não é uma daquelas camas do castelo que você deve estar acostumado, mas pelo menos é alguma coisa - sorri para ele e disse:
- Não vou precisar da almofada de pano, pode pegar.
Mas ele disse que ficava bem com apenas um cobertor.
- Agora, com licença, vou banhar-me no rio. Quer vir comigo? - ele percebeu a resposta pelo meu riso sem graça, então levou-me em direção ao rio e começou a despir-se. Eu vendo àquela cena, não conseguia desgrudar os olhos, mesmo que quisesse. A beleza dele era tanta, cada curva de seu corpo exalava um cheiro que instigava luxúria e desejo, mas mantive o controle. Acho que ele era uma daquelas estátuas de deuses gregos, só podia ser. A beleza dele era tanta que me perturbava. Ele deu um mergulho e perguntou-me se eu não iria entrar. No começo mantive um certo receio, porém, depois decidi que entraria, tirei minha roupa e dobrei-a, pus ao lado da dele e entrei na água, ao entrar, ele deu mais um sorriso e mergulhou novamente. Lavei meus cabelos e conversamos mais um pouco, então voltamos pra área do acampamento, me deitei, ele fez uma fogueira e se enrolou no cobertor, ficou recostado numa árvore próxima perto de mim, então abaixou a cabeça. Acho que dormiu. Logo comecei a sentir o peso daquela viagem, a incerteza de se veria guilhotina. Eu seria o próximo, só pude pedir por clemência. De repente abri os olhos e vi Kay em frente a mim.

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